Destruir o berço, a mata, a essência,
Que acalenta, com sons , cores e frutos
O futuro que é da vida, não nos pertence.
Matar a mãe, cuspir no prato que o
alimenta,
Suicidar-se, matar o futuro que é do filho,
Da beleza, do sonho, de todos que ainda
virão.
A ganância, grande herança do nada,
Nos torna cegos, sem ver belezas
E rezamos, infiéis hipócritas,
Carrascos do ventre que nos gerou.
E perdidos os homens, tão sem caminho,
Se matam, matando tudo, seu próprio ninho.
Natureza que cria, que cura, que chora,
Pelo filho que lhe devora as entranhas.
- Edmir Saint-Clair
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