SALTO NO INSANO



Amor, veneno lento,
Veneno bento, amor
Salto no insano, humano
Imenso, sem fundo, sem teto,
Sem nexo

De onde vem essa falta?
Onde se perdeu esse pedaço
Que nunca houve
Esse encaixe que não existe, mas que persiste
 Como peça no jogo de outro
Peça solta para a vida pregar

Entre sonhos e sedas, poesias e versos
Cheiros e hormônios fantasiam os gestos
Encaixes perfeitos, delícias humanas
Matam os deuses que nunca seremos.

- Edmir Saint-Clair

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AS NOVAS TERAPIAS MENTAIS

 

Não sou médico, nem psicólogo. Sou paciente, ou melhor, cliente, que é como alguns psicólogos se dirigem, atualmente, a seus “pacientes”. 

Já na primeira consulta, após a aceitação mútua, minha terapeuta (Psicóloga que utiliza as técnicas de EMDRBrainspoting e outras) focou diretamente em estabelecermos os motivos que me levavam a ela. A partir disso, me ofereceu um contrato de trabalho, onde se estabelece uma relação de compromissos. Existe o compromisso com a superação dos problemas. Isso faz uma gigantesca diferença nas perspectivas e expectativas.

Já havia feito terapia, a última há uns 15 anos. Nos dez anos anteriores, havia passado por diversos terapeutas, de diversas correntes.

Durante aquele período, fui despertado pelo fascínio da possibilidade de me conhecer o mais profundamente que conseguisse e com a possibilidade de poder modificar traços comportamentais que não gosto em mim mesmo. 

Acreditei, durante aquela década, que as terapias eram um meio eficiente do ser humano se conhecer melhor e aproveitar, ao máximo, a vida.

Foram várias tentativas, com terapeutas de diversas correntes. Alguns durante pouco tempo. E, com dois, o tempo de terapia regular e freqüente foi mais extenso.

Dez anos após ter ido ao consultório da primeira terapeuta, era muito claro o quanto aquilo havia me feito avançar: nada.

Nem um passo que eu pudesse identificar. Na minha avaliação de paciente, não consegui ver nenhum avanço que não fosse conseqüência da simples passagem do tempo.

Sempre tive profunda admiração pelos que buscam entender a mente humana. 
Mas, para mim estava claro que, por mais dedicação que houvesse existido, a psicologia e a medicina ainda não tinham desenvolvido uma terapia capaz de alterar a ordenação racional dos pensamentos do indivíduo. Não havia ferramentas que pudessem interferir e alterar efetivamente as respostas neurais do cérebro. E, consequentemente, sobre os comportamentos conseqüentes.

Passaram-se 15 anos, durante os quais, minha descrença nas terapias cresceu até se tornar total. Não só pela minha experiência pessoal. Mas por dezenas de outras histórias de experiências e conclusões muito semelhantes, contadas por pessoas próximas. Nunca havia visto ninguém que tivesse “melhorado” por ter feito terapia. Não havia porque acreditar em sua eficácia.

Nesses tempos de descobertas diárias, potencializadas por uma velocidade de disseminação de informações jamais imaginada na época dos precursores das psicoterapias, uma das descobertas mais importantes que me aconteceu veio através de uma pessoa muito próxima, minha irmã. Uma neuro-psicóloga extremamente estudiosa, dedicada, inteligente e com condições financeiras para bancar todos os cursos e pós graduações que até hoje nunca parou de fazer.

Após morte na família, sempre que conversávamos ela me contava sobre os cursos, palestras, conferências onde ela tinha contato com os maiores nomes da neurociência atual.

Mas, santo de casa até faz milagre, mas é muito mais difícil convencer o irmão, absolutamente descrente de qualquer “terapia”, que em pouco menos de duas décadas as coisas estavam tão diferentes.

Mas, estavam e ela me provou isso.

As terapias evoluíram e sua eficácia aumentou numa progressão geométrica, graças às novas técnicas de exames por imagens do funcionamento cerebral em tempo real.  

Descobertas absolutamente inimagináveis para Freud e todos os outros gênios que escreveram as primeiras páginas dessa história.

BrainspotingEMDR e outras que já existem.

Se Freud acordasse de repente e visse o que é possível hoje com essas novas ferramentas, pularia de alegria e gritaria gol! E, poderia comprovar, ou não, todas as suas suposições que jamais pôde ter certeza se estavam, ou não, corretas.

Como paciente e, agora, cliente, passei por essa máquina do tempo.

Minha irmã me indicou uma psicóloga da mesma linha que ela, com quem marquei uma sessão.

Fui e estou maravilhado com os resultados.

Brainspoting e EMDR são de uma eficiência avassaladora

Resultados aparecem com uma velocidade espantosa. E, não são mudanças superficiais. Ao contrário. 

  • Você reprograma o seu cérebro literalmente. 
  • Tira bugs do seu sistema. 
  • Instala novos programas, desinstala ou reinstala outros. 
Simples assim como está parecendo nesse texto.

Em duas sessões dessa terapia, sem contar a entrevista inicial, percebi mudanças pelas quais nunca havia conseguido passar perto, naqueles 10 anos de tentativas, há mais de 15 anos.

- Seu cérebro está se curando.

E a gente sente que está. E, não volta mais ao estado anterior. E, quando volta, tem recursos para sair. E começa a voltar cada vez menos para lugares desconfortáveis da mente. E consegue identificar (Brainspoting) e reconstruir, através do EMDR, caminhos neurais para os melhores lugares de nossas mentes.

É algo emocionante de viver e de sentir. 
É emocionante perceber que estamos aqui para ver e usufruir dessa maravilha que a mente humana descobriu e desenvolveu para cuidar de si própria.

“Seu cérebro está se curando”...

Edmir Saint-Clair
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ENTREVISTE-SE, VOCÊ VAI DESCOBRIR COISAS SURPREENDENTES A SEU RESPEITO

 

Faço terapia há alguns anos, com resultados que jamais esperaria alcançar na década passada. Com EMDR, Brainspoting e as novas técnicas advindas das pesquisas neurológicas e neuropsicológicas “a coisa anda” e os resultados não param de me surpreender.

Dentre as diversas técnicas que minha terapeuta me aplica, algumas tem como objetivo construir ferramentas que facilitem o meu diálogo interno. Não sou conhecedor das técnicas, sou usuário. Sou paciente, ou cliente como alguns terapeutas gostam de nomear atualmente.

Uma das coisas que considero mais difíceis, no processo terapêutico, é identificar o que realmente sentimos com relação às coisas que fazem parte do nosso universo, nas quais estamos enredados. Essas teias que nos envolvem e, por vezes, paralisam, são como nós cegos difíceis de desatar. Nas ocasiões em que afloram, uma simples decisão pode assumir proporções bíblicas e nos consumir desnecessariamente.

Tudo fica muito mais fácil quando conseguimos identificar, objetivamente, nossos sentimentos. Nomeá-los em voz alta é uma forma eficiente de encará-los e, a partir daí, promover uma dessensibilização e um reprocessamento das reações e emoções advindas daquele nó. Para isso, desenvolvi uma forma pessoal de pegar minhas defesas psicológicas desprevenidas. Um diálogo disfarçado de brincadeira: uma entrevista comigo mesmo.

Pode parecer infantil. E, talvez seja mesmo, mas isso pode ser um valor a mais, já que nossa criança esconde muitas respostas.

Brincar sempre trás leveza a qualquer ação, ainda mais quando lidamos com nossos espaços obscuros. Primeiro, elaboro as perguntas o mais objetivamente que consigo, com foco no assunto em pauta, no nó que desejo desatar. Perguntas incisivas, íntimas, pessoais e intransferíveis.

Quando formulo as perguntas, meu pensamento é unicamente impactar meu entrevistado, sendo invasivo e indiscreto, com crueza e malícia nas perguntas. Não penso nas respostas, penso só nas perguntas. O objetivo é claro e transparente: descobrir o que sinto sobre alguém ou alguma situação.

As respostas, por vezes, são de uma obviedade até sem graça, mas outras são surpreendentes, descubro coisas incríveis. Do choro ao riso, vou me descobrindo de uma forma cada vez mais leve e profunda. É o meu programa do Jô, onde eu sou tudo, até o Jô.

Lembro de ter lido uma postagem no Facebook muito bem humorada e inteligente, que tem muito a ver com esse meu programa do Jô: “Quando for falar mal de mim me chama. Sei coisas terríveis a meu respeito.”

É exatamente isso. Com a garantia de total confidencialidade que só você pode se dar. Experimente, se conhecer pode ser uma brincadeira deliciosa.

 - Edmir Saint-Clair

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