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ORIENTADOR LITERÁRIO
“APANHEI MUITO E NÃO MORRI" - Ana Paula Santana Ferreira
Não morreu, mas precisa curar sua infância na terapia e sente que seria mais amoroso(a) se tivesse recebido mais amor em vez de tapas.
Não morreu, mas se tornou uma pessoa violenta com seu companheiro(a) e com seus filhos...
Não morreu, mas naturaliza a violência e enxerga nela uma forma de educar.
Não morreu, mas pra esquecer se entrega a bebida, drogas ou precisa de antidepressivos. Não morreu, mas é inseguro(a) e confunde violência com afeto.
Todo mundo precisa de uma infância que não precise ser curada mais tarde.
Não basta não morrer.
Ninguém veio ao mundo pra ser sobrevivente.
SIM, EXISTEM VERDADES ABSOLUTAS
Existem verdades que independem de ponto de vista ou opinião. Impõe-se porque são fatos que não dependem de vontade própria ou alheia para acontecer. Sobre esses, nada podemos fazer para alterar sua efetiva realização. Vai acontecer e não existe nada que possa impedir. Nem religião, nem Deus, nem qualquer outra entidade criada pela imaginação humana.
São fatos muito simples, ordinários e podem ser testemunhados por qualquer um a qualquer momento. São todos igualmente banais e tão comuns que nos desconcertam pela simplicidade e pela frequência com que acontecem.
Um exemplo: não importa se você acredita ou não em algum tipo de divindade, também não importa o quanto se dedica e o quanto alcançou de "desenvolvimento espiritual", se você se atirar do alto de um penhasco sem para-quedas, asa delta ou qualquer outro apetrecho artificial, vai morrer. E, não existe nenhuma forma de alguém mudar isso. Isso é uma verdade, é uma realidade e independe de qualquer ponto de vista ou crença. Qualquer ser humano que pular, naquelas condições, terá o mesmo fim.
E, essa é só uma das milhares de verdades absolutas que nos cercam e que, por terem essa natureza inexorável, não deveriam nos fazer perder tanto tempo fantasiando possibilidades de alterá-las. Serão sempre só fantasias, mentiras, que por mais mirabolantes ou sofisticadas que pareçam não irão alterar em nada a realidade que sempre se imporá. Melhor aceitá-las e seguir em frente. Não se pode relativizar tudo sob pena de sérias consequências práticas, às vezes, irreversíveis.
Ter consciência disso significa entender o limite óbvio entre a abstração e a realidade. Entre a utopia e a verdade. Saber distingui-las, é sabedoria.
Parece simples, e é.
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