O autoconhecimento é essa bússola interna. Ele revela o que nos move e o que nos paralisa; mostra, com uma clareza incômoda, as forças invisíveis que nos impulsionam ou nos freiam. Compreender nossas reações é um ato de protagonismo. Não se trata de reprimir sentimentos — eles são parte da nossa natureza — mas de interpretá-los, compreendê-los e canalizá-los de forma inteligente e consciente.
Com treino e intenção, a troca de percepção se torna instantânea. O que antes ameaçava me paralisar, agora se converte em combustível criativo e desempenho afiado. Vira uma vontade forte que realizar.
O resultado é: energia reorganizada, foco ampliado e a sensação concreta de estar no controle do que me é possível. Essa é a maestria de dirigir a si mesmo — uma jornada contínua, sustentada pela vontade pró ativa de realizar a vida com determinação e sentido.
Para mim, o livre arbítrio é um software que não vem instalado de nascença em nosso cérebro. Cabe a nós desenvolvê-lo através do conhecimento científico e do autoconhecimento.
Afinal, quem aprende a se conduzir jamais será conduzido pelos acasos da vida ou pela vontade dos outros.
Edmir Saint-Clair
