RÁDIO 101 SMOOTH JAZZ - N.Y.

À MAIS DOCE NAMORADA

No final de novembro, o pôr do sol no arpoador já começava a reunir mais amigos, principalmente os que já tinham sido aprovados no colégio. Era quase verão, o primeiro em que já poderia sair à noite levando a chave de casa.

Foi lá que nos conhecemos. Não me lembro sobre o que começamos a conversar e a rir tanto, mas a paixão foi imediata, avassaladora e pra sempre...se não fosse assim, não seríamos adolescentes. E todos os dias passamos a nos encontrar no pôr do sol no arpoador. Apesar dos dois morarem no Leblon, o combinado era esse. 

Depois do primeiro beijo, nossas conversas foram ficando cada vez mais íntimas e confessionais; combinamos que aqueles seriam nossos últimos dias de virgindade.

Como eram longas e gostosas nossas confidências, nossos sonhos e nossos beijos!

A cada dia descobríamos mais cantos escuros para explorar tudo que as calças jeans e camisetas permitiam ao ar livre.

Era quase verão, a vida pulsava forte dentro de nós. Os calores aumentavam em nossos corpos, espremidos, um contra o outro, atraídos, colados, nos cantos escuros da Selva de Pedra, no Leblon.

Linda, forte, decidida e filha única de pais que viajavam nos finais de semana.

Não fizemos amor, o amor nos fez. Da forma mais gostosa e tranquila que poderia acontecer para quem nunca havia vivido aquela experiência. Com toda a ânsia, curiosidade, cumplicidade e explosão de alegria que se pode suportar.

Nunca esqueci a sua marquinha branca do biquini de lacinho.

A vida era leve, o sol era quente e você era doce. 

De repente já era pleno verão, e nós continuamos, todos os dias, a ir a pé até o arpoador para ver o pôr do sol. 

Éramos adolescentes, bonitos, dourados de sol e felizes.

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ENCONTROS


"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos
 por aqueles que não podiam escutar a música."  
F. Nietzsche

Sexta-feira, saída do metrô, estação Jardim Oceânico, 7h da noite, chovendo. Ele se maldizia pela escolha de ter deixado o carro estacionado e ter pegado o metrô para ir ao centro. Sua reunião não durara nem uma hora e o custo do estacionamento teria compensado a trabalheira das baldeações. Para completar esquecera o guarda-chuva no vagão do trem. Estava aguardando não sabe o quê, para iniciar a corrida de uns 200 metros até o local onde seu carro está estacionado quando um senhor grisalho, de uns 70 anos, segura seu braço embaraçosamente e lhe fala com uma dicção perfeita e expressando-se de forma absolutamente clara e pausada:

— Daqui a exatamente duas semanas, numa mesma sexta-feira, viaje de carro para Nova Friburgo e vá até Muri, ao local da entrada da estrada de terra que leva até o lugar onde você foi mais feliz na sua vida. Você sabe onde fica. Não falte, não haverá outra chance. Esteja lá no horário que você sabe qual será.

O Senhor acabou de falar e desceu para a estação do metrô, passando pela roleta e desaparecendo entre os transeuntes.

Flávio demorou alguns segundos tentando entender o que fora aquilo. Olhou para fora e percebeu que a chuva dera uma arrefecida e resolveu correr para seu carro. Entrou, ajeitou-se e só então começou a perceber o quanto aquele estranho evento o tinha afetado. Sentiu-se muito estranho. Não havia dúvidas sobre nada do que ocorrera. Para organizar os pensamentos, resolveu refazer passo a passo os momentos desde que descera do trem e chegara à marquise na saída da estação. Lembrou-se que aquele Senhor não estava dentro da estação quando o abordou, estava vindo de fora na direção de quem vai entrar no local.

Fato número dois; ele jamais vira aquele homem na vida. O homem também não falou o nome dele. Teria aquele Senhor o confundido com alguém?

O problema é o quê aquele estranho falou.

O trajeto até em casa, no Recreio dos Bandeirantes, foi feito pela praia da barra, praia da reserva biológica, até chegar em casa.

Quando mais pensava no que aquele velho tinha falado mais fazia sentido. Pensou que logo aquele evento surreal sairia de sua cabeça e assunto encerrado.

Nos dias seguintes, aquele encontro não saía de seus pensamentos e a cada dia ele ia se lembrando de mais um evento específico que remontava aqueles lugares em volta de Friburgo. Até que se lembrou que o velho havia falado especificamente de Muri...

Gelou, porque não fizera logo a ligação, a palavra Muri dava significado a tudo que aquele senhor falara.

         Negou-se o quanto conseguiu a fechar aqueles elos que se encaixavam perfeitamente. Mas, não havia a menor chance de alguém além dele próprio saber sobre aquilo. Não que fosse segredo, era apenas algo muito pessoal que ele nunca revelara a ninguém.

Aos 60 anos, não se tem dúvidas de quando se foi feliz. Ele não tinha, haviam sido muitas as ocasiões, temporadas longas, outras mais curtas, mas a felicidade sempre dava o ar e o enchia com suas graças. Mas, há algum tempo perdera a paixão pela paixão. Preferia o amor pelo amor e, nessa mudança, optara por não aceitar prêmios de consolação e, também, não se prestar a sê-lo.  Por isso, sentia-se muito bem vivendo solteiro.

Os dias seguintes foram de lembranças, todas cada vez mais convergentes e direcionadas pelo que o estranho velho anunciara.  

Laura já não voltava mais, diariamente, aos seus pensamentos porque não mais saíra a partir do momento em que ele aventou a possibilidade de cumprir a estranha missão. 

Mas, o que ele deveria encontrar naquele lugar? Já o identificara como a entrada da estrada de terra que leva ao local onde ele e Laura tiveram uma casa de campo por alguns anos. Segundo o velho, ele deveria ir até lá e ficar esperando.  O quê? Laura, com certeza, não seria. Ela estava casada e feliz. Há mais de 20 anos não tinha notícia alguma dela. E o que adiantaria encontrá-la, à meia noite, naquele local ermo e deserto? Que coisa mais louca... sem sentido...absurda.

Ele se sentia mal toda vez que chegava nessa parte daquele pensamento cada vez mais obsessivo. Quem era aquele velho maluco que o deixara tão perturbado?

A verdade é que não precisaria de nada daquilo para aumentar a confusão mental em que vivera nos últimos anos. As consequências da pandemia da Covid-19 só não foram mais graves e profundas porque ele ainda estava vivo. Mas, não tinha certeza se isso havia sido um bem ou um mal. A vida não o atraía o suficiente para esperar ou desejar qualquer coisa dela.  

Entendia perfeitamente como Nietzsche deve ter se sentido após anos mergulhando nas profundezas da alma humana. Entretanto, discordava do alemão, o nada era plenamente suportável após o que experimentara. Na verdade, havia minutos tão suportáveis que, o simples fato de não haver dor física ou mental, já lhe gerava prazer. Não é agradável se dar conta de que o nada é o melhor estado em que podemos nos encontrar. E, o seu nada significava, também, sem ninguém.

Impressiona como um ser humano é capaz de ir reduzindo suas necessidades de sobrevivência a ponto de precisar de muito pouco e de ninguém mais. Mas, esse esvaziamento externo cria um correspondente vazio interno. As coisas vão perdendo o valor, a importância e o sentido. Pouco a pouco nada nem nínguém mais faz falta. As profundezas humanas são traiçoeiras e solitárias, quem as frequenta com assiduidade perde o contato com o mundo que vive na superfície.

Não tinha mais dúvida alguma de que iria subir a serra até o local onde aquele senhor lhe disse que deveria estar.

A NOITE

Saiu do elevador direto na garagem, escura e úmida como sempre. Cheiro de garagem, não é ruim, mas também não é bom. É cheiro de garagem. Pareado o smartphone, play na playlist especial para essa viagem que ele não faz há muito tempo.

Nova Friburgo tem um grande valor sentimental para ele. Além das melhores lembranças, sempre teve uma simpatia gratuita por aquela cidade e suas redondezas, Muri, Lumiar e São Pedro da Serra. O céu de inverno e das frias manhãs de sol esbranquiçado é de um azul forte, definitivo. A ele, fala à alma.

Tinha consciência de que se alguém soubesse o verdadeiro motivo da viagem naquele dia e naquela hora, duvidariam de sua sanidade. Ele próprio vinha duvidando seriamente desde que encontrara aquele senhor na saída da estação do metrô há duas semanas. Às vezes, se perguntava se aquele encontro teria realmente acontecido.

Quando entra na ponte Rio-Niterói o trânsito já não sofre reflexo algum do rush das sextas-feiras e corre livre como nas viagens com Laura. O banco do carona é dela, naquele momento ele percebe que nunca deixara de ser.

Não consegue descrever o que está sentindo. Tantos anos passados e a sensação do carro correndo na ponte é improvavelmente agradável... como pode viver os últimos anos se arrastando na vida...como é bom sentir alguma coisa, como é bom lembrar da Laura. Quase consegue conferir, de novo, algum sentido a palavra felicidade. Naquele momento pode, ao menos, imaginá-la.

Como é gostoso subir a serra à noite, com esse céu completamente iluminado pela lua cheia. É mágico.

Para ele não importava mais o que haveria no fim daquela viagem, o trajeto em si já lhe tirara todo o torpor mórbido que  acompanhava seus dias. 

Mas, alguma coisa muito estranha ocorrera e ainda estava acontecendo naquela noite. Sente que a cada curva suas energias e pensamentos se excitam progressivamente e de uma maneira inexplicável para quem estivera tão próximo do suicídio. A adrenalina se elevava, e ainda mais sua expectativa. Teve medo para onde aquela estrada o estaria levando. Para onde sua loucura o levaria naquela noite?

A depressão, a infelicidade profunda e a desesperança poderiam ter fabricado aquele velho na estação do metrô? Poderiam. Afinal, o que ele lhe falara não faria sentido para mais ninguém a não ser ele mesmo. O que aumentava a chance de ser produto de sua própria mente. Ele era teimoso e já que chegara até ali, iria até o fim. E, se fosse loucura, pelo menos não haveria ninguém para testemunhar seu surto.

Quando ultrapapassa o posto da polícia rodoviária, no alto da serra, está quase encoberto pela neblina sempre presente naquele horário. Às 2h da manhã o local está completamente deserto.

Pouco depois de uma grande curva à esquerda ele vislumbra a entrada de terra no mesmo lado, pouco antes da entrada para Lumiar. É ali.

Ele para no largo onde a estrada de terra que leva até a Casa Azul começa. Desliga o carro e sente seu coração acelerar ainda mais. Não tem mais idade para suportar aquele ritmo cardíaco por muito tempo. Salta do carro buscando um pouco mais de ar e para esticar as pernas depois da viagem.

O local está completamente deserto, com era de se esperar, ali não há nada. Volta para o carro e deita o banco, tentando compassar a respiração e controlar aquelas descargas de adrenalina. O suor é tão intenso que encharca sua camisa, suas extremidades estão frias e azuladas. Uma dor aguda percorre todo seu braço esquerdo, a dor no ombro esquerdo aumenta e paraliza seu braço. Faz um esforço e consegue alcançar os dois comprimidos que restam na cartela. Toma-os e deita no banco reclinado. Após um pico de dor aguda no ombro, que reflete intensamente no peito, sente um relaxamento profundo e apaga.

De repente, acorda assustado, ainda no mesmo local, e vê um vulto saindo da pequena estrada caminhando em sua direção. É Laura sorrindo. 

Nada mais importa.

 Edmir Saint-Clair

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VIVA O GORDO! 👏👏👏👏👏



A PEÇA QUE FALTAVA

Quando Luciano começou a ver aquele vídeo no Youtube, o que ele buscava era material para um canal de cortes no segmento de psicologia, neurociências e assuntos afins.

Mas, o que viu foi o fechamento do “diagnóstico” perfeito e sob medida para tudo que havia tratado, nos mais de quatro anos, numa terapia eficaz e salvadora. Faltava fechar o ciclo, dento do qual sua vida estaria compreendida. Faltava a revelação explícita que tornasse tudo aquilo exposto como um quadro explicado pelo autor.

Aos 60 anos, isso significava muitas e muitas histórias complicadas não ou mal explicadas. E muito sofrimento que ele não entendia de onde brotava.

Talvez, se ele não tivesse visto aquele vídeo, jamais teria “fechado” a busca por sua verdade. Passou a vida sentindo que tinha alguma coisa errada em sua família e, é claro, sua família dizendo que o errado era ele. Seria clichê para um jovem adolescente mas, não para um sexagenário.

Até que, por algum motivo sua mente pode, finalmente, ouvir, num vídeo pelo Youtube, e aceitar a verdade que tanto procurava, a peça perdida de um quebra-cabeças que parecia interminável:

Sem dúvida, ele era filho de uma mãe narcisista que não o destruiu por muito pouco. Mas, que o afastou dos irmãos e a cada um deles dos outros.

É difícil dizer o que ele sentiu. Um misto de paz e alegria por sentir que, finalmente, podia compreender a si mesmo. O alívio por saber que não estava maluco. Compreender porque se sabotara a vida inteira. Afinal, ele amava demais a mãe para contrariá-la. Mas, sua mãe não amava ninguém. E a ele, menos ainda.

Apesar de não haver nada mais difícil de aceitar do que o abandono emocional materno, pelo menos ele se livrara da imensa culpa que o perseguiu por toda a vida. Por mais difícil que seja de encarar, sem dúvida, a verdade liberta.

Alguma coisa muito profunda mudou naquele momento, a partir desse vídeo:


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SAINDO DA DEPRESSÃO

 

De repente, ele se deu conta que as coisas começavam a entrar num sincronismo que há muito não existia. Pequenos detalhes se encaixando no momento certo.

O sabonete, que acabava no meio do banho, agora tem outro novinho à mão. A toalha, que ele não se esquecera de pegar, a mesma que só se lembrava de não tê-la pego quando estava fechando o chuveiro. O banho, que sempre lhe trouxe bem estar, ainda mais no verão carioca. A depressão havia lhe tirado todos os prazeres, até o da higiene.

De repente, o encadeamento dos eventos rotineiros parecia entrar em sintonia, um acontecimento não atrapalha mais o outro, agora, todos parecem se complementar.  Ele começou a perceber um aumento na capacidade de tomar pequenas decisões, como a que o fez comprar o sabonete antes que o outro acabasse, como era comum acontecer. A depressão lhe tirara a capacidade de decidir sobre tudo e qualquer coisa.

Seu cérebro estava se curando, buscando a estabilidade, a homeostase, se consertando.

Ele sabe que se não atrapalhar seu cérebro, tudo vai continuar a entrar, cada vez mais, em sintonia.

Sintonia com o quê ou quem?  Consigo mesmo. Com a sensação de se bastar, de não precisar de nada além da água caindo sobre seu corpo para ter aquela sensação de plenitude que sentia naquele agora.

Percebeu que estava fora do inferno. Um profundo alívio, do qual sobreveio uma leveza indescritível.  Perdeu o sentido de urgência, a ansiedade se dissipou.

Não foi mágica, foi ajuda, pedira socorro. Sozinho, teria morrido. Foi terapia, foi neuropsicologia. Foi a ciência que ajudou seu cérebro a se curar, deixando-o ser maravilhosamente fantástico como o de todos os seres humanos, permitindo que se reprocessasse e arrumasse toda a bagunça. A ciência fora capaz de lhe curar, intercedendo, efetivamente, na desensibilização e reprocessamento de traumas que lhe afetavam muito mais do que supunha sua vã filosofia.

Até aquele momento, ele não acreditava que sairia daquele mundo de horror chamado depressão. Ninguém que esteja passando por ela acredita que possa vencê-la, faz parte da doença.

Naquele momento, a água, o sabonete e a toalha lhe mostraram que ele estava de volta à vida.

Sobrevivera.

– Edmir Saint-Clair

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MEU ROCK IN RIO - 1985

Janeiro de 1985. Verão quente, ano novinho em folha e o maior festival de Rock de todos os tempos há pouco mais de uma hora de distância de pular do meu mais improvável sonho para o maior palco que eu já havia visto na minha frente. 

Uma linha especial de ônibus foi criada, exclusivamente, para levar o público do festival, coletando-o  a partir de vários pontos determinados do Rio de Janeiro. 

Eu e uma galera gigante do Leblon terminamos de lotar um dos ônibus logo no primeiro ponto. A tensão, a expectativa e a proximidade de algo tão especial gerava o tipo de ansiedade mais saudável que existe, aquela que nos faz entender totalmente a expressão "rindo à toa".  No ônibus cheio, os sorriso à mostra são tão evidentes que a impressão é que alguém contou uma hilária e interminável piada. Qualquer movimento virava motivo para uma gargalhada. 

Chegamos ainda dia claro, poucos minutos antes dos portões serem abertos. Todos os dias o ritual era o mesmo. Os portões se abriam, passávamos pelas roletas e pela revista da segurança, que só estava interessada em coibir armas e objetos metálicos. Cigarros podiam, todos os tipos. 

O por do sol foi deslumbrante com ultra leves voando por sobre um público jovem e absolutamente extasiado diante da grandiosidade de tudo em volta. A paisagem, o sol se pondo e os primeiros acordes da música tema do festival tocando numa altura e qualidade de som que o Brasil nunca havia ouvido. 

"Todos numa direção, numa só voz, numa canção

Todos num só coração, num céu de estrelas...

Se vida começasse agora, se o mundo fosse nosso de vez,

Se a gente não parasse mais de sonhar...de cantar....de viver."

E todos cantavam com a propriedade contagiante e autêntica dos jovens dos anos 70/80 que viviam numa cidade que desejava Paz e Amor e acreditava nisso, por mais ingênuo que, hoje, isso possa parecer.

E foi nesse clima que assisti a um show mágico e maravilhoso do cantor James Taylor, num sábado ainda sem chuva, num céu completa e absurdamente estrelado, sentado ao lado de dezenas de amigos que ouviram aquelas mesmas músicas, comigo, nas festinhas do clube campestre. Foi um dos shows mais emocionantes que já presenciei. 

Aquela noite, houve uma catarse gigante entre o público e um James Taylor extasiado diante de 250 mil pessoas que cantavam junto suas músicas. Ele estava vindo de um período de declínio acentuado na carreira, naquela noite aconteceu sua redenção, e ele sentiu isso ainda no palco, durante a apresentação. E externou essa emoção através da sua arte, presenteando o público com uma apresentação perfeita e muita mais longa do que o previsto. Tocou todos os seus grandes sucessos, não faltou nenhum. O que se passou foi sublime, poesia em forma de vida. Público e artista vivendo a mesma intensidade de emoções que ficaria, para sempre, na história de ambos.

O primeiro Rock in Rio me presenteou, ainda, com um show inesquecível do QUEEN, onde a histórica gravação do coro de mais de 300 mil pessoas se perpetuou, também diante de um Fredie Mercury, Brian May e cia absolutamente em estado de graça, extasiados. Eu estava lá e cantei junto.

E, no último dia, assisti, pela primeira vez, a banda que mais toca a minha alma: YES. A emoção que senti dura até hoje.

Foi perfeito para fechar o último dia do maior festival de Rock de Todos os Tempos.

Essa é a minha parte da história de um Festival que ficou para a história de muitas gerações.

Edmir Saint-Clair

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            Recebi várias manifestações com relação a crônica "Meu Rock in Rio - 1985", todas tão cheias de lembranças intensas como as minhas. Resolvi fazer uma edição com imagens da época e a música tema do Festival.

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